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VALENÇA É A CAPITAL DO ESTADO DO RJ POR UM DIA

VALENÇA É A CAPITAL DO ESTADO DO RJ POR UM DIA

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EM VISITA À CIDADE, GOVERNADOR ASSINA DESAPROPRIAÇÃO DAS RUÍNAS DO ANTIGO CASARÃO DAS ARTES 

Valença foi a Capital Simbólica do Estado, no dia 6 de outubro de 2023. O título foi concedido pelo governador Cláudio Castro. A ideia foi homenagear a cidade que completará 200 anos no próximo dia 17. O decreto estadual com a medida, que tem validade de 24 horas, foi assinado após a aula magna "Rio de Janeiro, um Estado em Crescimento", que o governador ministrou no Centro Universitário de Valença. O documento foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado.

Cumprindo mais um dia de agendas do programa Governo Presente em cidades do Sul-Fluminense, o governador Cláudio Castro (PL), visitou Valença. O auditório da Fundação Dom André Arcoverde (Uni FAA), localizado no Centro do município, pela primeira vez recebeu a visita de um governador de estado.

"Esta é uma homenagem à Valença por sua relevância histórica, cultural, educacional e econômica. Por sua imensa contribuição, no passado e no presente, para o desenvolvimento do estado. Sem sombra de dúvida, a cidade tem papel fundamental na nossa economia. A verdadeira riqueza do Rio é a diversidade dos 92 municípios. Essa é a força que impulsiona e fortalece o nosso progresso", enalteceu o governador.

"Hoje é um dia extremamente feliz para toda a cidade de Valença. Hoje estamos abrindo as comemorações dos 200 anos da nossa cidade e é uma alegria muito grande poder fazer esse ato aqui na Fundação Universitária Dom André Arcoverde", comemorou o deputado André Corrêa ao saudar a presença do governador Cláudio Castro.

Acompanhado do prefeito Fernandinho Graça (PP), do deputado estadual André Corrêa (PP) e do ex-prefeito valenciano e suplente de deputado federal Luiz Antônio Corrêa (PP), de outras autoridades estaduais, como a secretária de educação Roberta Barreto de Oliveira, do secretário de Agricultura Flavio Campos Ferreira, a secretária de Ação Social Rosangela Gomes e do presidente da Junta Comercial do Estado (Jucerja), Sergio Romay, o governador anunciou a desapropriação das ruínas do antigo Casarão das Artes, localizado no centro histórico da cidade e das diversas intervenções de pavimentação asfáltica no município. Desde o ano passado, cerca de 130 ruas da sede e distritos valencianos estão sendo pavimentados.

Em outra ação, foi assinado o termo de cessão do Palacete Visconde do Rio Preto, onde será abrigado o Centro de Memória Comercial e Registros Históricos da região com à Jucerja.

Com a arquitetura colonial preservada, Valença abriga casarões, igrejas, fazendas e jardins que contam a história do município, principalmente, sua força econômica durante o período do café. Atualmente, a cidade se destaca no turismo - tem entre seus distritos, Conservatória, a capital da seresta - e no agronegócio, especialmente com a produção leiteira. O município possui também uma eficiente rede de ensino, conta com sete faculdades e diversas instituições culturais.

O HISTÓRICO CASARÃO DAS ARTES

O antigo “Casarão”, hoje em ruínas, está localizado na esquina da Rua Padre Luna com a Praça da Bandeira, no coração da cidade de Valença.

Na década de 1850, a cidade de Valença vivia o apogeu da cultura do café. A vila fundada em 1803, crescia rapidamente, prestigiada pelos “barões do café”, que ali ergueram elegantes moradas.

Segundo o historiador Adriano Novaes, é neste tempo que João Francisco de Souza constrói em 1855, na ladeira da matriz um dos mais belos prédios da cidade.

O solar neoclássico de dois pavimentos, fora construído para duas finalidades: comercial no térreo, e residencial no Sobrado.

Em fins da década de 1850, o solar serviu de residência ao ilustre deputado e mais tarde senador do Império, Dr. Joaquim de Saldanha Marinho, até por volta de 1863.

Dr. Joaquim Saldanha Marinho (1816-1895) se destacou como presidente das Províncias, cargo que hoje corresponde ao de governador de estado, de Minas Gerais entre 1865 e 1867, e de São Paulo entre 1867 e 1868. Foi também um dos autores do anteprojeto da Constituição de 1891 e senador pelo Distrito Federal após a Proclamação da República.

O Casarão foi consumido por incêndio em 28 de novembro de 2001, que não só destruiu o centenário solar, mas toda a coleção de livros raros da Biblioteca Municipal D. Pedro II, com cerda de 4.000 volumes e parte do acervo de arte da Academia Valenciana de Letras.

Após o incêndio, a edificação permaneceu em estado de abandono e sem uso, apesar de ter sido, por quase 170 anos, um elemento importante na paisagem urbana, um exemplar que testemunha a pujança do período do ciclo do café, integrando o Centro Histórico de Valença, constituído por diversas edificações de valor histórico, entre os quais a Catedral de N. S. da Glória, o Colégio Benjamim Guimarães, o Solar Calmon, a Praça da Bandeira e Praça XV de Novembro. 

Em 2004, ocorreu o tombamento das ruínas do Casarão, realizado pelo governo do sstado através do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - INEPAC.

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